Um vídeo que circula na internet questiona qual o interesse desses parlamentares em proteger um banco que pode dar um prejuízo de R$ 400 milhões aos aposentados do Amapá.
(Macapá-AP) – Neste sábado (3), mesmo dia em que o mundo foi pego de surpresa com a notícia da captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças especiais dos EUA, outro assunto tomou o noticiário nacional: os 8 deputados federais do Amapá se recusaram a assinar a CMPI que vai investigar o Banco Master, liquidado pelo Banco Central e que pode trazer um prejuízo de R$ 400 milhões aos aposentados da AMPREV (Amapá Previdência).
Em um tom bastante crítico, a jornalista Adriana Garcia (@palavrasdeadrianagarcia) questiona o que estaria por trás dessa recusa dos parlamentares amapaenses em assinar a instalação da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que vai investigar as falcatruas do Banco Master.
O vídeo, intitulado “Veja quem já assinou e quem não assinou a CPMI do banco Master”, postado por Adriana Garcia em sua conta no Tik Tok, já alcançou milhares de visualizações e muitos comentários depois que foi repercutido nas redes sociais pelo também deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
No vídeo, é possível ver o painel de votação do Congresso Nacional onde aparecem os nomes dos parlamentares amapaense e ao lado de cada nome um enorme “X” vermelho, indicando que eles votaram contra a instalação da CPMI.
Os parlamentares contra a investigação ao Banco Master, são: Acácio Favacho (MDB-AP), André Abdon (PP-AP), Cristiano Furlan (Rede-AP), Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), Fátima Pelaes (Republicanos-AP), Josenildo Abrantes (PDT-AP), Professora Marcivânia (PCdoB-AP) e Vinícius Gurgel (PL-AP).
No vídeo, Adriana Garcia se indigna com a recusa dos parlamentares amapaenses em assinar o pedido de investigação ao Banco Master:
“Gente, é inacreditável! Dos oito deputados federais do Amapá, nenhum assinou a CPMI do Banco Master. E é justamente o Amapá um dos estados mais prejudicados: R$ 400 milhões das pessoas que pagam esse valor mês a mês. R$ 400 milhões de aposentadorias podem ir pro espaço”, denunciou a jornalista.
A jornalista se refere ao caso que virou escândalo nacional porque a AMPREV (Amapá Previdência) usou R$ 400 milhões do dinheiro que deveria ser para pagar as futuras aposentadorias, para adquirir “papeis” do Banco Master. O banco acabou sendo liquidado pelo Banco Central e agora a AMPREV corre o risco de não receber de volta os R$ 400 milhões. Com isso, os funcionários públicos que vão se aposentar estão sob ameaça de não receber suas aposentadorias.
“E nenhum dos deputados federais do Amapá votou a favor de investigar essa situação. Isso não é normal. Nós precisamos fazer uma limpeza. Nós precisamos parar de eleger os nossos algozes. Parar de eleger aquelas pessoas que não representam os interesses do povo”, cutucou.
“O povo precisa ser representado de fato. E você que vota no Amapá, observe bem cada um desses nomes. Cobrem eles e vejam o que eles vão lhe dizer. E vejam qual é a desculpa que eles vão dar. Não tem desculpa!”, diz Adriana.
O vídeo finaliza com a jornalista questionando a razão dos deputados federais do Amapá serem contra a CPMI:
“Você não querer investigar algo tão grave assim, que afeta o Brasil, que afeta o povo do Amapá? A quem eles estão protegendo? Que interesse eles estão representando? Essa é a pergunta. Cobrem cada um deles. É o mínimo que nós precisamos fazer nesse momento”, indigna-se Adriana Garcia.
O BANCO MASTER E A CPMI
O deputado federal Carlos Jordy (@carlosjordy), vice-líder da oposição na Câmara, afirmou já ter conseguido 205 assinaturas para apresentar o pedido de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o caso do Banco Master.
À rede CNN, Jordy afirmou que, apesar de já ter conseguido o número de assinaturas necessário, apresentará o pedido de CPMI apenas em fevereiro, quando o Congresso Nacional voltar do recesso parlamentar. Ele explicou que o registro do protocolo só pode ser feito com a retomada dos trabalhos legislativos.
O caso ganhou força na opinião após a veiculação da suposta relação entre o Master, que foi liquidado pelo Banco Central acusado de fraudes, e o escritório de advocacia da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O escritório Barci de Moraes Advogados foi contratado pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, por R$ 129 milhões. O montante seria pago em 36 meses, a partir do início de 2024, ou seja, o banco pagaria, por mês, R$ 3,6 milhões ao escritório chefiado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Fonte: Da Redação. Imagens: Divulgação/Internet.
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