quarta-feira, 29 de abril de 2026

Argélia fecha igrejas protestantes e força cristãos no país à clandestinidade


Quase todas as igrejas protestantes na Argélia foram fechadas nos últimos anos, levando parte dos cristãos a realizar cultos em residências e encontros informais. O movimento ocorre em meio ao aumento do controle estatal sobre práticas religiosas não muçulmanas.

Um relatório divulgado em 2026 pelo Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ) afirma que os fechamentos, registrados de forma contínua desde 2017, fazem parte de “um sistema jurídico e administrativo restritivo, incompatível com as normas internacionais de liberdade religiosa”. O documento aponta diferença entre garantias previstas na Constituição argelina e a situação enfrentada por minorias religiosas.

Segundo o levantamento, ao menos 58 igrejas protestantes foram fechadas desde 2006, incluindo a maioria das vinculadas à Igreja Protestante da Argélia (EPA). Em janeiro de 2025, as últimas igrejas evangélicas em funcionamento encerraram suas atividades.

Com a ausência de locais oficiais, grupos cristãos passaram a se reunir em casas, espaços improvisados ou áreas afastadas. Um representante da EPA afirmou, em depoimento citado no relatório: “Tentamos viver nossa comunhão da melhor maneira possível; o mais importante é estarmos juntos”.

A legislação do país determina que práticas religiosas não muçulmanas dependem de autorização estatal. Uma portaria de 2006 estabelece que cultos só podem ocorrer em locais aprovados, enquanto uma lei de 2012 exige o registro de associações religiosas. De acordo com o relatório, pedidos para abertura de novos templos não têm sido aceitos, e “na prática, as autoridades argelinas rejeitaram todos os pedidos de abertura de novos locais de culto”.

Sem reconhecimento legal, reuniões religiosas podem ser consideradas irregulares. Pastores e fiéis têm sido processados por conduzir cultos sem autorização, e há registros de operações policiais em encontros de oração. Em um caso recente citado no documento, participantes foram detidos por horas após uma reunião.

O relatório também destaca leis que criminalizam determinadas formas de expressão religiosa. A legislação prevê punições para quem “minar a fé de um muçulmano” ou tentar convertê-lo, com possibilidade de prisão e multas. Segundo o ECLJ, “qualquer expressão de fé cristã pode ser considerada uma tentativa de ‘minar a fé de um muçulmano’… e pode resultar em processo judicial”.

Essas normas têm sido aplicadas em casos envolvendo publicações em redes sociais, distribuição de materiais religiosos e manifestações públicas de fé. Diante desse cenário, muitos cristãos evitam expor símbolos religiosos ou discutir crenças abertamente.

Apesar das restrições, a população cristã no país apresentou crescimento nas últimas décadas. O relatório estima cerca de 156 mil cristãos, o equivalente a aproximadamente 0,3% da população, com maior concentração na região da Cabília. A historiadora Karima Dirèche afirmou que “o tecido social foi danificado durante a guerra civil, tornando o terreno fértil para mudanças religiosas”.

Grande parte desse crescimento ocorreu fora de estruturas oficiais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam pressões sociais e institucionais, além de dificuldades em sistemas que, segundo o relatório, presumem a identidade muçulmana da população.

O documento também compara a Argélia com outros países do Norte da África. Em Tunísia e Marrocos, há garantias formais de liberdade religiosa, embora existam restrições ao proselitismo. Segundo o ECLJ, a Argélia se diferencia pela aplicação mais ampla de medidas legais contra cultos não registrados.

Embora o país tenha ratificado acordos internacionais sobre liberdade religiosa, o relatório afirma que esses compromissos não são plenamente implementados. O texto também aponta que as reações de organismos internacionais têm sido “em grande parte simbólicas e não vinculativas”.

Nas últimas semanas, o tema voltou a ganhar visibilidade após uma visita papal ao país, que destacou o diálogo inter-religioso. O relatório, no entanto, afirma que não houve mudanças práticas no cenário, conforme informado pelo portal Christian Daily.

Para muitos cristãos na Argélia, a prática religiosa passou a ocorrer de forma discreta e descentralizada. O documento conclui que as restrições não são casos isolados, mas resultado de um sistema estruturado. Segundo o texto, “a opressão dos cristãos na Argélia não pode ser entendida como uma série de incidentes isolados”, sendo descrita como consequência de um modelo jurídico e administrativo restritivo.

Fonte: Tiago Chagas/https://noticias.gospelmais.com. Imagem: Divulgação/Internet.

Sob ameaças, cristãos recebem ultimato para negar a fé na Índia

Casos de pressão contra cristãos têm sido registrados em comunidades tradicionais da Índia, especialmente no estado de Chhattisgarh. Relatos apontam ameaças coletivas, restrições ao culto e tentativas de reconversão religiosa.

No distrito de Narayanpur, famílias cristãs receberam um ultimato para abandonar a fé até 30 de abril de 2026. Caso contrário, podem enfrentar protestos públicos e possíveis medidas legais durante rituais conhecidos como Ghar Wapsi, expressão que se refere ao “retorno ao lar”, com reconversão às crenças tradicionais.

As ameaças foram associadas à atuação da Sarva Adivasi Samaj, que reúne grupos influentes na região. Em 7 de abril de 2026, a organização promoveu uma reunião com cerca de 800 participantes, na qual foi defendida a reconversão de pessoas que deixaram religiões tradicionais para adotar o cristianismo.

Durante o encontro, representantes de diferentes vilarejos afirmaram que conversões religiosas estariam aumentando na região e não seriam aceitas pelas comunidades locais. Segundo relatos, a mudança de religião foi apresentada como uma questão que envolve não apenas crenças, mas também identidade cultural e social.

Reuniões semelhantes têm sido realizadas para discutir estratégias de reconversão. A organização também mencionou a possibilidade de protestos em massa e ações legais com base em legislações locais. O estado de Chhattisgarh possui leis anticonversão que impõem restrições a mudanças religiosas, o que, segundo críticos, dificulta a adoção de novas crenças.

Diante desse cenário, algumas famílias demonstraram disposição para participar dos rituais de reconversão, enquanto outras relatam temor diante de possíveis manifestações públicas e sanções. Há registros de pressão social e risco de isolamento comunitário para aqueles que optam por manter a fé cristã.

A Constituição indiana prevê liberdade religiosa, mas a aplicação desse direito varia conforme a legislação estadual e o contexto social. Em regiões com forte presença de comunidades tradicionais, relatos indicam limitações práticas ao exercício dessa liberdade.

A Missão Portas Abertas, que acompanha a situação, aponta que os cristãos afetados são, em grande parte, pessoas que deixaram religiões ancestrais e passaram a enfrentar rejeição em seus próprios círculos sociais. Além das pressões locais, há preocupação com o uso de mecanismos legais para restringir práticas religiosas.

O cenário reflete desafios enfrentados por minorias religiosas em determinadas regiões do país, onde fatores culturais, sociais e jurídicos influenciam a convivência entre diferentes grupos.

Fonte: Tiago Chagas/https://noticias.gospelmais.com. Imagem: Divulgação/Internet.

“Alguém quer aceitar Jesus?”: menino de 5 anos surpreende convidados em aniversário

Um garotinho de apenas cinco anos de idade tornou-se o centro das atenções nas plataformas digitais ao transformar sua comemoração de aniversário em uma genuína celebração evangelística. Derek Chagas não apenas escolheu Jesus como a temática central de sua festa, como também protagonizou um momento de profunda comoção ao lançar um convite direto aos participantes para que entregassem suas vidas a Cristo.

A celebração do aniversário ocorreu no dia 8 de abril, no município de Itaboraí, situado na região metropolitana do Rio de Janeiro. Muito além dos elementos tradicionais de uma festa infantil, o evento foi permeado por cânticos de adoração e instantes de intensa oração que tocaram profundamente os corações dos familiares e amigos que ali se encontravam.

De acordo com o testemunho dos pais, Priscila e Felipe Chagas, a iniciativa de adotar essa temática sagrada partiu espontaneamente do próprio aniversariante. “Imaginem um menino completamente apaixonado por Jesus? Ele é um diferencial dentro do nosso lar, meu pequeno pregador”, declarou a mãe, visivelmente emocionada, em sua conta no Instagram.

Ao adentrar o salão decorado para a ocasião, Derek foi tomado por uma forte emoção ao se deparar com os arranjos. Apertando contra o peito um boneco que simbolizava a figura de Jesus, o menino entoou um hino de louvor e proferiu uma sentida oração diante dos presentes.

Todavia, o ápice da noite ainda estava por vir e coube ao pequeno anfitrião protagonizá-lo. Para o espanto geral, Derek tomou a palavra e interpelou diretamente os seus convidados com a pergunta: “Alguém aqui deseja receber Jesus em seu coração?”. A atitude desarmada e genuína do menino arrancou lágrimas e manifestações de fé dos adultos que presenciavam a cena.

“O mundo clama desesperadamente por esse amor sincero e puro por Jesus que você carrega, meu filho”, acrescentou a genitora, ainda contagiada pelo instante de graça. Segundo os pais, a canção entoada durante a festividade também foi uma exigência do pequeno Derek, que manifestou o desejo explícito de cantar em sua própria homenagem.

“Ele cantou, ministrou em oração e ainda obedeceu ao ‘ide’ que Jesus nos ordenou. Tão pequenino no porte físico e, ao mesmo tempo, tão transbordante da plenitude do Espírito Santo”, refletiu Priscila.

A decoração estampada no painel principal não deixava dúvidas quanto ao sentido daquela reunião. A frase “Jesus é meu melhor amigo” traduzia, em letras garrafais, a devoção sincera que Derek escancarou ao longo de toda a festividade.

A repercussão nas redes

O gesto do menino rapidamente se propagou pelas redes sociais, e uma legião de internautas se disse impactada pela naturalidade com que aquela criança expressava seu amor por Cristo. “O teu filho já deu o pontapé inicial no ministério dele. Que beleza ímpar é contemplar esse pequenino totalmente rendido e apaixonado por Jesus”, comentou uma seguidora.

Outra internauta acrescentou, tocada pela atmosfera do vídeo: “É belíssimo! Eu chorei copiosamente assistindo à gravação. Mal consigo calcular a intensidade do que sentiram aqueles que estavam presentes neste aniversário. A Presença gloriosa do Senhor foi palpável e real, glória a Jesus”.

Na esteira da repercussão, uma avó aproveitou para compartilhar um episódio semelhante vivenciado em seu próprio círculo familiar: “Ora, ontem mesmo o meu netinho me confidenciou que a festa dele também seria com o tema do Senhor. As crianças são naturalmente sensíveis quando ouvem acerca de Jesus e já desejam, em seu íntimo, abraçá-Lo”.

E uma cristã arrematou a corrente de testemunhos com uma declaração de fé: “Com absoluta certeza, o Convidado de Honra marcou Sua presença naquele recinto! Louvado e exaltado seja o nome incomparável do Nosso Senhor Jesus”.

Fonte: Will/https://noticias.gospelmais.com. Imagem: 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Membro do PCC se converte após ter visão em cela e se torna pregador: “A graça me salvou”

pastor Juliano Fraga, um pregador pentecostal reconhecido no Brasil, foi resgatado por Jesus após se perder no mundo do crime.

Em participação no podcast Bereano Prentecostal, Juliano contou que cresceu em uma família não cristã mas saudável em Campinas, no interior de São Paulo. Seu pai era policial militar e sua mãe dona de casa.

“Eu tive uma educação muito boa, tive pais maravilhosos”, disse o pastor. Apesar disso, Juliano se envolveu com más amizades na adolescência e acabou ingressando no crime.

Em 2005, ele foi preso, causando um baque para toda sua família. Nessa época, Juliano namorava uma jovem, que era filha de uma líder do Círculo de Oração.

Alvo de orações

Sem saber, o criminoso foi alvo de orações da sogra e de sua igreja. “Minha sogra orava muito na madrugada”, contou ele.

Dentro da prisão, Juliano mergulhou ainda mais no crime, se tornando membro da facção PCC (Primeiro Comando da Capital). Para lidar com o ócio do encarceramento, ele também usava drogas.

Sem nunca ter tido contato com o Evangelho, o jovem não gostava dos cristãos que realizavam evangelismo dentro da penitenciária. 

“Tinha cultos lá dentro. Eu não suportava crentes, porque para mim aquelas pessoas, que aprontaram como eu, falando de Jesus era algo muito paradoxal”, lembrou Fraga.

Porém, três anos depois, um membro do PCC – que hoje é cristão – convidou Juliano para ir a um culto da prisão em um domingo.

Palavra profética

Mesmo sob efeito de drogas, ele decidiu aceitar o convite e foi à reunião. Durante o culto, uma cristã entregou uma profecia para Juliano.

“Ela me chamou pelo meu nome e disse: ‘Assim diz o Senhor: Eu estou dando basta da sua vida no crime’”, relatou o pastor, ao podcast “Crente como a gente”.

A cristã ainda afirmou que Deus o visitaria durante uma madrugada, mas que não era para ter medo.

“Passado um tempo, eu estou dentro da cela no presídio e tenho uma visão extraordinária. Eu acordo de madrugada em lágrimas, chorando descontroladamente. Para alguém de uma facção, chorar era muito estranho e era Deus falando comigo”, testemunhou Fraga.

Impactado por Deus, Juliano começou a ler a Bíblia que havia ganhado de sua sogra. “A partir de então entrego minha vida para Jesus. Foi algo assim anormal, sair de uma facção e ir pra igreja. Porém, quando Deus chama não há possibilidade alguma do homem impedir”, disse ele.

Do crime ao púlpito

Após a conversão, Juliano foi batizado na penitenciária e começou a estudar as Escrituras. “Foi o período que eu mais cresci com Deus em conhecimento. Eu li a Bíblia, estudei muito, fiz diversos cursos de teologia EAD (Ensino à Distância) e ali foi uma fase de preparação no anonimato”, observou.

Depois de 7 anos, o ex-membro do PCC foi libertado e iniciou seu ministério de pregação. Mais tarde, Juliano passou a liderar cultos em uma prisão.

Hoje, ele atua como pregador itinerante e palestrante de teologia por todo o Brasil e outros países.

Juliano Fraga ressaltou que a graça de Deus tem o poder de alcançar o mais perdido dos pecadores. 

“Fiquei dez anos no sistema penitenciário, fazia parte de uma facção, a graça entrou lá dentro e me salvou. Jesus salva!”, declarou ele, em vídeo da AD Franco Jatobá no Instagram.

Fonte/https://guiame.com.br/gospel. Imagem/Instagram/Juliano Fraga.

Árbitro ora de joelhos em campo após jogador sofrer contusão em jogo do Brasileirão

Um momento de fé marcou a partida entre Brasil de Pelotas e São Joseense, na terceira rodada do Brasileirão da Série D, no último domingo (19), na cidade de Pelotas (RS).

Aos 16 minutos do jogo no estádio Bento Freitas, Júlio Rusch, do São Joseense, sofreu uma concussão e caiu. Em seguida, uma ambulância foi acionada, segundo o Globo Esporte.

Enquanto a equipe médica fazia o primeiro atendimento no campo, o árbitro Julio Cesar de Oliveira se ajoelhou e orou pela recuperação de Júlio com as mãos levantadas. 

Outros jogadores também se juntaram ao momento de intercessão. Logo depois, o jogador foi levado de ambulância ao hospital.

De acordo com o médico do São Joseense, o atleta apresentou náuseas e tontura, mas estava consciente e, por precaução, foi encaminhado ao pronto-socorro.

Após 30 minutos de paralisação para o atendimento do atleta, o jogo continuou e o Brasil de Pelotas venceu o São Joseense por 2 a 0. A vitória fez o Pelotas assumir a vice-liderança do grupo A16 da Série D.

Em nota, o São Joseense informou que Júlio Rusch está bem e consciente. Após o incidente, a foto do árbitro orando de joelhos pelo jogador repercutiu nas redes sociais.

“Agradeço as orações”

Em postagem no Instagram da página Acesso Imagens, que compartilhou a imagem, o jogador Rusch tranquilizou o público sobre seu estado de saúde.

“Pessoal estou bem, e em casa já com minha família. Agradeço as orações de todos”, declarou ele, nos comentários.

Muitos internautas elogiaram a atitude do árbitro Julio Cesar de Oliveira. “Eu nunca vi um árbitro ajoelhando no meio de uma situação! Eu aplaudo este juiz”, disse uma mulher, nos comentários da publicação.

E um homem afirmou: “Bravo, é uma vida e isto está além do esporte!”. Outro usuário escreveu: “O poder da oração pode salvar vidas, que atitude”.

Fonte/https://guiame.com.br. Imagem/Reprodução/YouTube/Metrópoles Esportes.

Bíblia no bolso salvou vida de soldado atingido por mina terrestre na Guerra do Vietnã

Uma antiga reportagem de jornal foi resgatada e compartilhada pela deputada norte-americana Nancy Mace. Ela contou que seu pai, veterano da Guerra do Vietnã, teve a vida preservada por uma Bíblia de bolso que carregava no uniforme militar.

Segundo Nancy, que representa o estado da Carolina do Sul, seu pai recebeu o exemplar para levar consigo durante o conflito.

Em 23 de janeiro, próximo a Saigon – atual Cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã – o jipe em que ele estava atingiu uma mina terrestre.

Na explosão, estilhaços feriram seu rosto e suas pernas. No entanto, conforme o relato, a pequena Bíblia guardada no bolso frontal do uniforme impediu que os fragmentos alcançassem seu coração.

A história também foi registrada em uma reportagem antiga com o título “Pocket Bible Saves Man” (“Bíblia de bolso salva homem”). O texto identificava o militar como Capitão Emory Mace e relatava que ele seria levado de volta para casa após sobreviver ao ataque.

Nancy destacou ainda um detalhe que considerou marcante: o buraco causado pelos estilhaços terminou exatamente em 1 Coríntios 15, capítulo em que o apóstolo Paulo declara a vitória sobre a morte.

“A morte foi engolida pela vitória.”

Ao homenagear o pai, a deputada escreveu: “Gen. Mace, um homem notável, uma vida notável”.

Nancy Mace é deputada federal dos EUA pelo estado da Carolina do Sul e tem se destacado no cenário político americano por sua atuação no Congresso. Filha de militar, ela frequentemente compartilha memórias familiares e homenagens ao pai nas redes sociais.

Fonte/https://guiame.com.br. Imagem/Instagram/RepNancyMace.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Influencer usa inteligência artificial para manipular imagens e sexualizar jovens evangélicas em igrejas; polícia de SP investiga

Jefferson de Souza é investigado por usar deepfake para manipular fotos de mulheres e adolescentes da Congregação Cristã do Brasil e simular cenas sensuais dentro de templos. Em depoimento à polícia ele negou a acusação.


A Polícia Civil de São Paulo investiga um influenciador digital acusado de usar inteligência artificial (IA) para manipular fotos de jovens evangélicas e inseri-las, sem autorização, em vídeos com conteúdo sexualizado dentro de igrejas da Congregação Cristã do Brasil (CCB). O g1 conversou com uma das vítimas.
Humorista, imitador de Silvio Santos e borracheiro, Jefferson de Souza, de 37 anos, é suspeito de divulgar nas redes sociais imagens de cunho sexual envolvendo mulheres e adolescentes alteradas pela técnica conhecida como deepfake. Em depoimento à polícia, ele negou a acusação.
As publicações foram feitas no YouTube, onde o influenciador mantém o canal "Humor do Crente", com mais de 11 mil inscritos, além de perfis no Instagram, no Facebook e no TikTok, onde se apresenta como "Silvio Souza", numa alusão ao apresentador Silvio Santos, e reúne aproximadamente 37 mil seguidores.
O inquérito foi aberto em fevereiro após uma estudante de 16 anos e seus pais procurarem a 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Mateus, Zona Leste da capital paulista, para denunciar o influencer. Eles acusam Jefferson de ter alterado e erotizado a imagem da adolescente.
A foto dela foi feita em 2025, em frente ao altar da CCB do Brás, no Centro de São Paulo. Na época, a jovem tinha 15 anos e usava vestido abaixo dos joelhos e salto alto — vestimenta comum nos cultos.
No vídeo criado pelo influencer, além da estudante, foram inseridas outras três jovens — que ela não conhece e tampouco há confirmação de que sejam reais. As quatro aparecem com os braços erguidos e as bocas abertas. Duas delas usam minissaias, tipo de roupa que não costuma aparecer nas igrejas da CCB.
“Eu vi os vídeos”, diz a jovem ao g1. “Ele pegou a minha foto sem autorização e fez uma montagem com inteligência artificial, com as mulheres sensualizando na frente e [comigo] junto a elas.”
O g1 procurou Jefferson, mas ele não enviou resposta até a última atualização desta reportagem. Em um vídeo nas redes sociais, ele pediu desculpas. "Eu quero pedir desculpa, pedir perdão publicamente pelos vídeos que eu andei postando", diz o influencer. "Eu confesso que errei na minha forma de falar."

Expôs adolescentes e mulheres, diz delegada

Inicialmente, o caso foi registrado como simulação de cena de sexo ou pornografia com menor de 18 anos por meio digital, conforme o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena prevista é de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa.
Com o trabalho da polícia para identificar outras vítimas, adolescentes e adultas, Jefferson também passou a ser investigado por suspeita de difamação.
“A gente está investigando esse caso de deepfake. Houve uma simulação dessas imagens dessas meninas, algumas delas adolescentes”, afirma ao g1 a delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM.
A polícia analisa diversos vídeos postados pelo influencer. Geralmente ele usa como música os vídeos o hino da Congregação Cristã do Brasil. A delegada pede que outras possíveis vítimas procurem a DDM.
Outra jovem relatou à ao g1 ter sido alvo do mesmo tipo de montagem. No caso dela, o influencer usou uma foto em que ela aparece de blusa de mangas compridas e saia longa, apoiada no banco da igreja, e criou um novo vídeo.
Nele, inseriu imagens de uma outra jovem com minissaia, além de Silvio Santos, vestido com o tradicional terno com microfone. Jefferson aparece comentando e criticando as roupas usadas pelas jovens.
Em algumas gravações, ele veste uma camiseta com o símbolo do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), fazendo uma paródia com as letras da emissora ao se definir como: "Sou Borracheiro, Trabalhador". O influenciador também já inseriu imagens do apresentador Ratinho.
Ele afirma ainda ser membro da Congregação Cristã do Brasil e faz comentários depreciativos sobre mulheres que usam véu branco, tradicional na igreja.
“Já fiz várias denúncias contra essa conta [do influencer]”, diz a vítima, confirmando que também acionou as autoridades. “Já entrei com um processo com todos que estão usando minha imagem.”


'Não queria ter sido exposta', diz adolescente

A estudante de 16 anos afirma que tenta superar o trauma após ter sua imagem manipulada sem consentimento. “Eu sou muito envergonhada, então não queria ter sido exposta. Eu tomo cuidado e também fico com medo disso afetar meu convívio social", afirma.
Ela conta que a foto foi feita apenas como registro de um momento de fé.
“Hoje em dia é bem comum tirar foto de si próprio ou tirar foto mesmo da igreja para falar que foi ao culto”, diz a garota. “Eu não tirei mais nenhuma [fotografia]. Eu não tirei mais de mim. Não tem mais nenhuma e também me gerou preocupação.”
Os pais dela também relatam o impacto emocional. “Do mesmo jeito que eu senti que fui ferida por mexer com a minha filha, eu também senti isso com as outras meninas”, lamenta a mãe. “Tira o sono.”
“Havia uma quantidade enorme de vítimas. Não só a minha filha”, diz o pai. “[Ele usou de] manipulação [de foto] com [vídeo de] conotação sexual que se agrava ainda mais com menores de idade... Isso tem que cessar".
A família entrou com ação na Justiça pedindo indenização por dano moral. “A apuração desse crime, bem como o processo de danos morais, é muito importante para que tenha um caráter educativo”, afirma o advogado William Valvasori.

O que especialistas dizem

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o uso de IA não reduz a responsabilidade de quem cria ou divulga esse tipo de material.
“Em casos como o do vídeo em questão [de deepfake com as evangélicas], quem o produziu com a ajuda de IA é legalmente responsável pelo conteúdo que produziu, assim como as pessoas que curtem e compartilham, ajudando a disseminá-lo”, disse a advogada Nuria López.
Para a pesquisadora Laura Hauser, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o foco não deve ser o comportamento das vítimas. “Não é a vítima que tem que se cuidar. O predador que deve ser intimado a melhorar.”
Segundo ela, os vídeos misturam imagens das vítimas com cenas de mulheres com pouca roupa e conotação sexual, com o objetivo de difamar. “Não dá para o investigado dizer que não tinha a intenção de ofender se as ofensas forem claras.”
Sofia Schurig, pesquisadora na SaferNet Brasil _ ONG que atua na defesa dos direitos humanos na internet, recebendo denúncias e propondo políticas públicas no meio digital _ explica a origem do termo.
"Deepfake é uma palavra que surge em 2017, a partir de um usuário do Reddit [plataforma onde usuários compartilham conteúdos] que começou a publicar montagens com IA generativa [que cria imagens, vídeos e músicas] de celebridades em cenas e com textos de nudez. Ele publicou uma muito famosa da Gal Gadot, a atriz norte-americana que viralizou", explica Sofia.
Para Juliana Cunha, diretora da SaferNet, casos como este tendem a crescer com o avanço da tecnologia.
“É muito importante que vítimas dessa violência não se sintam culpadas”, disse Juliana. E emendou: “Sem dados, a gente não consegue influenciar mudanças de políticas públicas e de legislação.”
A organização conduz, há pouco mais de um ano, uma pesquisa sobre o uso ilegal de IA para gerar imagens de nudez e sexo envolvendo adolescentes e mulheres.
"A internet não é uma terra sem lei. As leis que nos protegem no mundo real também se aplicam no ambiente virtual”, afirma a delegada Juliana.
O inquérito, que começou na 8ª DDM da capital, foi encaminhado pela 1ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo à 2ª Vara da Comarca de Lençóis Paulista, no interior do estado, onde o investigado mora. O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP).

O que diz o influencer

O g1 procurou Jefferson, mas ele não se pronunciou. Em um vídeo publicado no TikTok, o influencer comenta o comportamento de jovens na igreja e explica como produz os conteúdos.
"E a menina começa até fazer pose ali, né? Como se fosse tirar uma selfie ou fazer um vídeo. Você pode ver que a maioria das irmãzinhas que vai tirar foto... é dentro da igreja, elas tiram de costa", fala.
"Algumas mostram o rosto, mas mostrando a outras partes também. E hoje em dia as roupas que as irmã usam são roupas que marcam o corpo", critica Jefferson. "Eu acho assim, não tem nada a ver, tudo bem, cada um com a sua vida, mas eu não acho certo fazer filmagem dentro da igreja."
"No meu caso, eu posto os vídeos aqui quando eu comecei a fazer a brincadeira com a voz de Silvio Santos", explica o influencer na publicação.
"Porque eu gravo os vídeos que eu falo da Congregação. Que eu coloco a imagem da CCB aqui atrás, que eu canto, que eu brinco. Aí eu tenho um canal (...) . Pego a foto, as irmãs postando foto de costa, aí eu jogo na IA, a IA faz dançar."
"E eu faço isso. E eles falam que eu estou manchando a obra de Deus, que eu estou colocando mulheres seminuas. Mas não é, pessoal. Tem algumas que eu coloquei lá, mas é uma forma de chamar atenção para poder ganhar seguidores", continua Jefferson.
Em depoimento à polícia, por carta precatória, o influencer admitiu usar fotos de jovens evangélicas da Congregação Cristã do Brasil e ferramentas do TikTok para animar e manipular as imagens, transformando-as em vídeos.
Sobre a adolescente de 16 anos que o denunciou na delegacia, afirmou desconhecer que se tratava de uma adolescente e disse que, "em razão do porte físico", acreditou que fosse "uma pessoa adulta".
Também declarou que "negou ter vinculado a imagem da adolescente a fotografias de mulheres com pouca vestimenta ou a qualquer conteúdo sexualizado ou pornográfico".
Ele confirmou ser responsável pelos perfis nas redes sociais e disse que produz “conteúdo humorístico”, com imitações e críticas relacionadas à igreja da qual é fiel.
Segundo Jefferson, "a crítica associada à postagem representava sua opinião pessoal de que determinadas fotografias não seriam adequadas dentro da doutrina da igreja".
Afirmou ainda que acreditava que o uso da imagem não causaria problemas por já estar disponível na internet e que "negou qualquer intenção ofensiva específica contra a adolescente ou contra outras pessoas fora do contexto religioso".
Em outro vídeo postado no domingo de Páscoa, dia 5 de abril, Jefferson pediu "desculpas" aos "irmãos" da Congregação Cristã do Brasil pelos vídeos que postou com críticas à igreja.
"Eu quero pedir desculpa, pedir perdão publicamente pelos vídeos que eu andei postando", diz o influencer. "Eu confesso que errei na minha forma de falar."
Em nenhum momento ele menciona os deepfakes que fez com as adolescente e mulheres.
"Eu peço perdão a todos que se sentiram ofendidos (...) Eu prometo ser mais cauteloso."

O que dizem os citados

O SBT foi procurado pelo g1 para informar se Jefferson teve vínculo com a emissora e se adotará alguma medida pelo uso do logotipo na deepfake com as evangélicas da CCB, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Em nota, a Congregação Cristã do Brasil informou que não possui registro formal de membros e que apoia a adoção de medidas legais cabíveis por parte das autoridades a respeito das pessoas envolvidas.
"Estamos de pleno acordo com as medidas cabíveis de justiça, que se fizerem necessárias, preservando a individualidade e, sobretudo, o respeito para com as pessoas", diz trecho do comunicado da CCB.
As plataformas digitais também se manifestaram. O TikTok informou adotar tolerância zero para exploração sexual infantil e remover conteúdos desse tipo. O YouTube disse que retirou vídeos que violavam suas diretrizes. A Meta, responsável por Instagram e Facebook, não comentou.
Algumas das postagens misóginas feitas por Jefferson contras as evangélicas foram retiradas recentemente por ele ou pelas empresas de tecnologia.

Fonte: Kleber Tomaz/g1 SP. Imagens: Divulgação/Internet.

Soldado israelense destrói estátua de Jesus a marretadas no Líbano


SUL DO LÍBANO — As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram oficialmente, neste domingo (19/04/2026), a veracidade de um vídeo que circula nas redes sociais mostrando um soldado israelense destruindo uma estátua de Jesus Cristo a marretadas.

O incidente ocorreu em um vilarejo de maioria cristã durante operações militares na região sul do Líbano.

Em nota oficial publicada na plataforma X (antigo Twitter), a cúpula militar israelense classificou o episódio como “extremamente grave” e afirmou que a conduta do soldado é totalmente incompatível com os valores éticos e operacionais esperados das tropas de Israel.

O Comando Norte da IDF já iniciou uma investigação criminal para identificar e punir todos os envolvidos na ação.

Reação de Benjamin Netanyahu

Nesta segunda-feira (20/04/2026), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou seus canais oficiais para condenar o ato. Segundo o premiê, a destruição do símbolo religioso fere os princípios de tolerância do Estado judeu.

“Condeno o ato nos termos mais veementes. As autoridades militares estão conduzindo uma investigação criminal e tomarão as medidas disciplinares cabíveis contra o infrator”, declarou Netanyahu, ressaltando que Israel preza pelo respeito mútuo entre todas as religiões.

Além das medidas punitivas, as IDF informaram que estão trabalhando em conjunto com as lideranças da comunidade local para auxiliar na recolocação da estátua em seu local original.

A instituição reiterou que o objetivo das operações no Líbano é desmantelar a infraestrutura do grupo Hezbollah, e não danificar patrimônios civis ou símbolos religiosos.

Fonte: Izael Nascimento/https://www.fuxicogospel.com.br. Imagem: Reprodução/Internet.

Assembleia de Deus em PE é acusada de negar velório a membro por estar em disciplina

IPOJUCA — A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), no município de Ipojuca, é alvo de uma denúncia grave.

Familiares de um diácono, membro de longa data da instituição, acusam a liderança local de negar a realização do velório de um de seus filhos nas dependências da igreja, sob a justificativa de que o falecido estava sob disciplina eclesiástica.

A denúncia ganhou repercussão após a divulgação de um áudio gravado por Eliane, filha do diácono e irmã do falecido.

No relato, ela descreve o estado emocional do pai, que estaria “desolado” com a decisão da congregação onde serviu durante décadas.

Segundo a  família, a justificativa apresentada pela igreja foi de que o membro havia pecado e, por estar em processo de disciplina, não teria direito à cerimônia no templo.

No áudio divulgado, Eliane questiona a interpretação bíblica e a conduta da liderança diante do luto da família.

“Infelizmente o que eu vi ontem foi meu pai desolado porque a igreja se negou a fazer o velório do meu irmão, alegando que ele estava em disciplina”, afirmou.

A irmã do falecido ressaltou que, apesar da falha cometida pelo irmão, a família esperava compaixão da instituição.

“A Igreja dele não acolhe. Não acolhe um membro porque está em disciplina, não acolhe a família, a mãe e o pai desse membro que está sofrendo tanto pela partida de um filho”, lamentou no comunicado enviado aos membros da congregação.

A IEADPE possui normas internas rígidas quanto à disciplina de seus membros, que podem incluir o afastamento de cargos e atividades eclesiásticas.

No entanto, o caso em Ipojuca levanta o debate sobre os limites dessas punições em momentos de luto  familiar. Até o fechamento desta matéria, em 18/04/2026, a assessoria da IEADPE ou a liderança setorial de Ipojuca não emitiram nota oficial sobre o episódio.

O espaço permanece aberto para que a instituição apresente sua versão dos fatos.

Fonte: Izael Nascimento/https://www.fuxicogospel.com.br. Imagem: Reprodução/Internet.

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