domingo, 28 de dezembro de 2025

Ah, música gospel...

O movimento luterano de 1517 foi também musical. A música foi usada como propaganda das crenças luteranas e de outras igrejas surgidas daí.

Todavia, o ingresso da música, no culto, foi devagar. Bem de-va-gar. No século XVII, o batista Keach aceitava um hino por mês no culto, e isso no dia da Santa Ceia.

Wesley, através do seu irmão Charles, incentivou a música no culto público. Ela ajudava na concentração e recepção da mensagem. A música era uma forma de instrumento para a aceitação da pregação.

A metade do século XX foi pródigo em popularizar os cânticos. John Wimber talvez tenha sido aquele que ajudou a alavancar o gospel do jeito que o conhecemos hoje.

No Brasil, a resistência ao gospel foi grande. O grupo musical “Vencedores por Cristo” recebeu muita oposição de alguns pastores. Eles não podiam tocar ou cantar em muitas igrejas. Resolveram ir para a praça pública. Muitos pastores os denunciavam por rebeldia, heresia e desobediência. A polícia vinha, tomava os equipamentos, quebrava os instrumentos e “enquadrava” instrumentistas e cantores.

Recentemente (no último dia 25 de setembro) uma reportagem mostrou aspectos da música gospel no Brasil e, especialmente, em Brasília. Por aqui (Brasília), ouve-se música gospel em bares, botecos, academias, centro espírita e até em boates. Fora, claro, os festivais de música evangélica ao ar livre. É diversão pura!

Neste dia 23 de dezembro de 2025, o presidente Lula acenou politicamente aos evangélicos querendo instituir a música de Deus como patrimônio cultural.

Lula, enquanto político, está certo. Certos estiveram também Quércia, FHC, Bolsonaro que, afagando o ego já demasiadamente inflado do evangélico, se fingiu de evangélico para ganhar o sagrado voto.

Os políticos fazem o que acham certo. Errado, talvez, esteja o evangélico que, perdendo o próprio significado de si e das coisas que antes eram para Deus, entregaram também tais coisas aos políticos.

Música evangélica não é mais só dos evangélicos. Todos podem cantá-la, inclusive na igreja, da mesma forma que o evangélico pode cantar em programas de TV, como o do Raul Gil.

Até antes da Reforma, a música era proibida. Os calvinistas só aceitavam músicas que tivessem letras (literais) da Bíblia. Os irmãos da Igreja Maranata só cantavam músicas que fossem de inspiração de Deus.

Como sou evangélico desde o milênio passado, fui testemunha de que os evangélicos eram proibidos de cantar “músicas do mundo”. Pois bem, enquanto um bem cultural, a música gospel virou isso mesmo: “música do mundo”. Êta mundo melhor!

Agora, como patrimônio cultural, não nos escandalizemos se ela for proibida de ser executada nas igrejas!!!

Fonte: Contribuição enviada pelo WhatsApp. Imagem: Divulgação/Internet.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quatro famílias cristãs que rejeitaram negar a Jesus tiveram casas destruídas na Índia

Quatro famílias cristãs de Midapalli, no estado de Maharashtra, na Índia, tiveram suas casas demolidas por vizinhos após se recusarem a re...