Após dias com a família, e dias em hospitais, cercado de amigos dia e noite, todos lutavam para que a enfermidade que o atingia, pelas orações, tivesse uma solução. Mas Deus tinha outro plano. O veterano servo do Senhor, pastor Paulo Leivas Macalão, com a mesma serenidade que o caracterizava, teve um edema pulmonar agudo e dormiu no Senhor às 9:16 do dia 26 de agosto de 1982.
Para o irmão que o visitara na véspera, ele disse: “Tive uma visão com o trabalho de Madureira. Foi ele apresentado como um grande bolo de aniversário, e os obreiros de todo o campo ao redor dele”.
A partir da notícia de que o pastor Paulo Leivas Macalão havia sido promovido à Glória, e que seu corpo seria velado na Capela de Porta Aberta, nas dependências do Abrigo das Idosas do SASE (Serviço de Assistência Social Evangélica), na Avenida Brasil, em Realengo, Rio de Janeiro, começou um grande movimento de pessoas e líderes evangélicos de todo o Brasil.
Desfilaram diante do corpo do amado pastor desde os mais humildes artesãos aos mais renomados líderes do evangelismo pátrio; desde o devotado soldado ao ilustre general. Todos se irmanaram ao povo de Deus, levando sua palavra de carinho, admiração e o compreensível lamento pela ausência, pela lacuna, pela falta de tão excelente e necessária figura nas atividades religiosas do País.
Com muito custo, a multidão, já dia claro, começou a se deslocar, dando passagem para a formação do cortejo fúnebre. Com o séquito já chegando aos portais do cemitério, e ainda, no Abrigo do SASE, em Realengo, deslocavam-se mais carros, ônibus e várias outras viaturas em direção ao Parque Jardim da Saudade.
Uma multidão de mais de 10 mil pessoas superlotava toda a área daquele cemitério. Em quase todos os rostos os sinais das lágrimas, a ansiedade no olhar para gravar o último adeus. A angústia das mãos acenando numa pungente despedida, os lenços amarrotados umedecidos pelo pranto.
Fonte: besalielrodrigues.blogspot.com. Imagem: Divulgação/Internet.
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