segunda-feira, 16 de março de 2026

Para piorar, a crise chega e afeta a integridade do Judiciário

Houve um tempo, não muito distante, em que o Poder Judiciário era visto como a "reserva moral" da República. Era o porto seguro onde a política rasteira e as paixões ideológicas naufragavam diante da sobriedade da toga e do rigor da lei.

Hoje, esse cenário de austeridade parece pertencer a um Brasil que não existe mais. O que testemunhamos é o alastramento de práticas que, até poucos anos atrás, seriam impensáveis no âmbito da cúpula do Direito: a sombra da corrupção e do compadrio avançando sobre os tribunais.

A raiz desse mal reside no desvirtuamento dos critérios de indicação. O que deveria ser uma escolha pautada pelo notável saber jurídico e pela reputação ilibada tornou-se, em muitos casos, uma extensão do balcão de negócios do Poder Executivo. O “aparelhamento” do Judiciário por meio da nomeação de figuras cujas trajetórias são marcadas mais pela militância ou pela proximidade com círculos de poder do que pela isenção magistral, criou um ambiente de promiscuidade institucional.

Muitos desses novos integrantes desconsideram a vida austera que a Magistratura exige. O juiz, que deveria falar apenas nos autos e manter uma distância profilática dos agentes políticos, transformou-se em figura constante em eventos de luxo, fóruns internacionais de fachada e jantares de articulação.

Essa ostentação e a constante exposição política não são apenas uma quebra de decoro. São o terreno fértil para os "tenebrosos escândalos" que agora sacodem a República, revelando uma teia de influências que coloca em xeque a imparcialidade das decisões da mais altas Corte do país.

Fonte: besalielrodrigues.blogspot.com. Imagem: Divulgação/besalielrodrigues.blogspot.com.

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