quarta-feira, 6 de maio de 2026

Extremistas islâmicos matam 34 cristãos em ataques no Afeganistão

Um grupo de extremistas islâmicos descobriu uma igreja clandestina no Afeganistão, resultando na morte de aproximadamente 34 cristãos em dois ataques distintos. Os incidentes ocorreram em janeiro e abril deste ano, conforme relatado pelo pastor Irfan, que presta apoio à comunidade cristã secreta no país sob o regime do Talibã.

No final de janeiro, o pastor, que reside no Paquistão, foi informado sobre o primeiro ataque por meio de uma mensagem de um membro da igreja afegã. Extremistas localizaram a igreja nas proximidades da cidade de Bamiyan, executando 24 cristãos convertidos da etnia Hazara. A maioria das vítimas foi morta a tiros, e um jovem de cerca de 20 anos teve a garganta cortada. O local de culto também foi incendiado pelos terroristas.

Em 16 de abril, o pastor Irfan recebeu a notícia de um segundo ataque contra membros da igreja subterrânea, perpetrado por terroristas islâmicos. Mais de dez cristãos Hazara foram mortos, incluindo uma criança de 4 anos. Duas irmãs, com idades aproximadas de 18 e 21 anos, foram sequestradas pelos extremistas.

O pastor Irfan descreveu a situação como de imensos desafios e dificuldades, com as famílias buscando refúgio e apoio. Ele relatou que os cristãos convertidos encontram no Evangelho uma mensagem radicalmente diferente, que proclama a salvação através da obra de Cristo, contrastando com sistemas religiosos baseados em mérito.

O pastor estabeleceu a igreja secreta atacada em 2009, quando iniciou suas viagens ao Afeganistão para pregar o Evangelho. A congregação cresceu para centenas de famílias, com muitos membros migrando para outros países. Atualmente, Irfan pastoreia remotamente 85 famílias do Paquistão, enviando sermões e perguntas de reflexão por meio de redes virtuais privadas.

Desde a retomada do poder pelo Talibã em 2021, os cristãos no Afeganistão enfrentam perseguição brutal. O grupo impõe uma interpretação rigorosa da lei Sharia, considerando a conversão do Islã ao Cristianismo um crime passível de pena capital. Pesquisadores indicam que cristãos afegãos, especialmente os ex-muçulmanos, correm risco de morte e são caçados por terroristas, além de serem proibidos de pregar o Evangelho ou distribuir Bíblias.

Fonte: https://folhagospel.com, com informações de Christianity Today. Imagem: Divulgação/Internet.

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