Autora: Maria das Dores do Rosário Almeida, Brasília: Senado Federal, Série nº 328, 2024, 59 p.
A Festa de São Sebastião da Vila do Carmo do Macoacari começou no tempo em que esse lugar nem parecia comunidade. As casas eram poucas, sem cercas, muito longe umas das outras, mesmo sendo de parentes.
Talvez tenha sido uma estratégia das famílias posseiras para resguardar o território. Também ficavam bem longe das casas-grandes das família posseiras – Nery Silva, Claudino Picanço e Picanço Machado -, as quais se localizavam na beira do Rio Macacoari, com portos para embarque e desembarque de gado e atracamento de canoas a vela.
Naquele tempo, os assoalhos das casas-grandes eram tão altos que os bois entravam embaixo para amolar os chifres. Quando chegava o tempo da chuva (inverno), o campo ficava repleto de bois brancos e de cavalos, esperando as águas baixarem, na localidade do Braço do Rio Macacoari, hoje Igarapé do Braço. Assim, esta obra relata aspectos intrínsecos da cultura do povo do Amapá e da Amazônia.
Fonte: https://besalielrodrigues.blogspot.com. Imagem: Divulgação/Internet.
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