O festival dos recentes escândalos que envergonha o estado perante a Nação. Falar da política amapaense nos últimos dias tem sido um exercício de atônita indignação. O que deveria ser um espaço de representação, debate de ideias e busca por melhorias sociais transformou-se, repetidamente, em um enredo de tragédia pastelão. Entre desvios bilionários, posturas repletas de vulgaridade e o completo desprezo pelo erário, a classe política do Amapá parece empenhada em uma única missão: atirar o Amapá cada vez mais fundo na lama.
A população, que carrega nas costas o peso de serviços públicos precários, assiste estarrecida a um desfiladeiro de escândalos que mancham a reputação do estado em nível nacional.
Linguajar chulo e moralidade sob a sola do sapato. Um dia desses vazou a conversa de um vereador de Macapá com um senador local sobre sexo bestial entre os dois. Agora, repercute em todo o país conversas de um senador do Amapá chamando um banqueiro corrupto de “meu amor” e outras coisas mais. Não bastasse o prejuízo financeiro das corrupções, a degradação também atingiu o nível cultural e o decoro institucional. Episódios protagonizados por figuras com mandato — marcados por linguajar chulo, xingamentos públicos, posturas incompatíveis com o cargo e o envolvimento recorrente em polêmicas extraparlamentares, incluindo festas com garotas de programa e conexões escusas com prostitutas europeias e desvios de conduta moral — escancaram o abismo ético em que se encontram os políticos representantes de nosso Estado.
Quando o parlamento ou as redes sociais são transformados em palcos de baixaria, o objetivo é claro: distrair o povo enquanto os cofres são sangrados. A imundície verbal dos políticos não é apenas falta de educação; é uma cortina de fumaça para esconder a incompetência e a corrupção sistêmica entre eles.
Fonte: https://besalielrodrigues.blogspot.com. Imagem: Divulgação/https://besalielrodrigues.blogspot.com.
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