domingo, 6 de setembro de 2026

Presidente do STF e a serenidade democrática

Ao relembrar o pacto Paz e Tolerância nas Eleições, lançado em 2022 durante sua gestão à frente do TSE, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou que a iniciativa permanece como uma memória institucional e um chamado essencial para que organizações religiosas e a sociedade civil se somem à Justiça Eleitoral na preservação da serenidade democrática.

O magistrado renovou, em nome do STF, do Poder Judiciário brasileiro e dos 19 mil juízes presentes no país, “o convite a todas e a todos — candidatas, candidatos, partidos políticos, eleitoras, eleitores, meios de comunicação, autoridades e sociedade civil — para que, juntos, reafirmem, ao longo desta campanha, um pacto por um pleito limpo, respeitoso e pautado pela verdade”, disse o presidente do STF.

Fachin ressaltou ainda a importância de que o debate de ideias prevaleça sobre o ataque pessoal, que a diferença de opinião não se transforme em inimizade e que a urna eletrônica, símbolo de segurança e eficiência, continue a ser reconhecida por toda a sociedade como instrumento idôneo e eficaz para expressar a legítima vontade popular.

As instituições parceiras no projeto e presentes no evento atuarão em conjunto para desenvolver as seguintes ações: a) promover campanhas, encontros, eventos e atividades educativas voltados à cultura de paz e ao fortalecimento da democracia;  b) divulgar conteúdos institucionais, materiais educativos e mensagens de conscientização relacionados à paz e à não violência; e c) estimular práticas de diálogo e convivência respeitosa entre grupos com diferentes visões de mundo, crenças ou posicionamentos políticos.

O pacto também destaca o papel das organizações religiosas e da sociedade civil na promoção de valores éticos, na formação cidadã e na construção de uma cultura de paz. A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas, com instituições eficazes e acessíveis a todos.

Durante a programação, foi realizada a leitura do Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições 2026, seguida pela solenidade de assinatura do documento, que contou com a rubrica do presidente e do vice-presidente do TSE, além de representantes das entidades religiosas presentes. O evento foi encerrado com a tradicional foto oficial dos participantes.

A opinião do Conselho amapaense

Para o Presidente do Conselho Estadual de Pastores do Amapá Pastor Besaliel Rodrigues: “Este iniciativa do TSE é digna de alto mérito, pois a Corte promove uma interlocução qualificada, ou seja, conversa com a sociedade civil, mormente o segmento religiosos, um dos que possui maior capilaridade no meio do povo, perfil ético de excelência e, por natureza, promovedores da paz. Em tempos de tantas crises institucionais, econômicas e políticas, este acordo vem em boa hora”, arrematou.

Fonte: besalielrodrigues.blogspot.com. Imagem: Divulgação/besalielrodrigues.blogspot.com.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Guerra dentro do STF preocupa juristas e pastores

A crise atual do Supremo não pode ser lida apenas como mais uma disputa entre ministros. O que está em jogo é algo mais profundo: a confianç...