2 Reis 13.4: “Porém Jeoacaz suplicou diante da face do Senhor; e o Senhor ouviu; porque viu a opressão de Israel, pois o rei da Síria os oprimia.”
Jeoacaz foi um rei de Israel, mas não é um personagem bíblico exemplar.
O início de 2 Reis 13 mostra que ele era uma pessoa indigna. O texto não suaviza a verdadeira personalidade do mesmo. Entretanto, a oração dele ensina algo que atravessa toda a Escritura: Deus ouve o clamor do aflito, mesmo quando o aflito não é digno. Não foi a justiça do rei Jeoacaz que abriu os céus, foi a compaixão de Deus pela opressão do povo. O episódio ainda mostra que o livramento sem arrependimento é um adiamento, não uma cura. A mesma mão que respondeu à súplica esperava resposta que não veio: a conversão.
A maior lição que o texto registra com clareza é o limite daquele livramento: "Contudo, não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão" (2 Rs 13.6). O povo voltou às suas tendas, sem voltar ao seu Deus. A opressão diminuiu, o pecado permaneceu. Por isso o alívio foi real, porém provisório, e Israel permaneceu no exílio.
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