Registrada em Juízes 9.8-15, uma parábola (ilustração) proferida pelo profeta Jotão, que diz o seguinte:
“Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano.”
Esta parábola bem ilustra o que acontece há anos no Brasil. É de Bertold Brecht, filósofo alemão, aquela frase: “Se você não gosta de política, vai ser governado por quem gosta”.
A parábola acima mostra os efeitos de nosso descuido com a política. Tem muita gente boa, honesta, competente, que bem poderia está ajudando este país avançar. Mas, apresentam sempre suas escusas: “não vou entrar na política porque tenho que cuidar das minhas coisas, da minha carreira, família etc.”; “não vou entrar na política porque ela está muito suja...”; “não vou entrar na política porque o eleitorado só está votando na base do dinheiro, da compra de votos...”. Enfim!
Neste contexto, então, de “omissão política” de quem poderia ajudar a nação, estamos sendo conduzidos por “espinheiros”, por quem “gosta” de política e se interessa por ela.
Mas Deus deve gostar muito do Brasil mesmo. Estamos de novo em ano eleitoral. Ressurge uma nova oportunidade de mudarmos tudo isso. E agora? Será que vamos aproveitar esta oportunidade.
Fonte: besalielrodrigues.blogspot.com. Imagem: Divulgação/besalielrodrigues.blogspot.com.
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