terça-feira, 1 de setembro de 2026

Candidatura ao Senado da República: a independente

A segunda é a magistrada Joenilda Lenzi, conhecida como Juíza Jô, famosa por conduzir casamentos comunitários por todo o estado. Filha de Renilda, dona de casa, e de José, pescador, passou a primeira infância na Ilha de Santana. Estudou em instituições públicas e formou-se no curso técnico de Contabilidade. Depois, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), foi escrivã da Polícia Civil e servidora do Tribunal de Justiça do Amapá, onde ingressou na magistratura em 2003.

Foram 23 anos como magistrada, afirma a candidata. Encerrada essa trajetória, decidiu colocar a experiência à disposição do eleitorado e concorre a uma das duas vagas ao Senado, para as quais o eleitor amapaense terá dois votos em outubro.
Pastora evangélica, Juíza Jô é candidata pelo Democracia Cristã (DC), partido pelo qual registrou a candidatura e, se eleita, exercerá o mandato.

Para ela, a democracia cristã é uma filosofia alicerçada no princípio da dignidade humana, que coloca o ser humano no centro do processo político e social e une, pela solidariedade, os valores de Justiça e Liberdade, marcas humanistas do cristianismo. Suas bandeiras principais são a defesa incondicional da família, a defesa do contribuinte, a transformação da realidade social, o desenvolvimento econômico e a geração de emprego.

Indagada sobre os motivos para disputar uma das duas vagas, respondeu que há dois. Primeiro, porque em 2026 o eleitor vota duas vezes para o Senado, já que há duas vagas por estado, e ela quer estar entre as escolhas. Segundo, porque o Amapá precisa de uma bancada mais atuante, e ela oferece 23 anos de magistratura, imparcialidade e compromisso com o interesse público.

É verdade que Juíza Jô é novata na política e ainda desconhecida de boa parte do eleitorado. Mas, se o eleitorado evangélico abraçar sua candidatura durante a campanha, ainda que como segunda opção, a magistrada poderá surpreender e conquistar uma vaga em lugar de candidatos tradicionais que, há décadas, não conseguem atender às expectativas políticas da população amapaense.

Na opinião do presidente do Conselho Estadual de Pastores do Amapá, Pastor Besaliel Rodrigues, “o eleitorado amapaense está exausto; os anos têm passado e nada de novo de verdade tem acontecido no Amapá. Parece que o Estado parou no tempo: as estradas continuam inacabadas, o preço da energia está horrível, o valor das passagens aéreas é humilhante, faltam indústrias, geração de renda e de emprego de verdade e sobram escândalos de corrupção por todo lado etc. Acredito que, pelo menos para o Senado, está na hora de o eleitor dar oportunidade para as mulheres. Quem sabe, com isso, Deus muda a nossa sorte”, arrematou o presidente do Conselho.

Fonte: Coluna Tribuna Cristã/agazetadoamapa.com.br. Imagem: Arquivo Pessoal/Juíza Jô.

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