(Neemias 4.4): “Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-os por presa, na terra do cativeiro.”
O capítulo 4 de Neemias registra a reação de Neemias à primeira onda de oposição à reconstrução dos muros de Jerusalém. Quando Sambalate (governador samaritano) e Tobias (nobre amonita) zombam do trabalho — “o que são estes fracos judeus?”, “até que levantem, uma raposa os derrubará” (v. 2-3) — e planejam atacar a cidade, Neemias responde de duas maneiras complementares: oração e ação.
Diante da zombaria, Neemias ora: “Ouve tu, ó nosso Deus, que somos desprezados; torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça…”.
Este é um dos chamados salmos de imprecação em forma de oração, e incomoda muitos leitores. Alguns pontos ajudam a interpretá-lo: 1. Neemias não se vinga por conta própria — ele transfere a causa para Deus (Dt 32.35; Rm 12.19); 2. A ofensa não era pessoal: zombar do trabalho era zombar da obra de Deus; e 3. Ele ora no calor da provocação, mas não interrompe o trabalho — a oração não substitui a ação, ela a sustenta.
Fonte: Coluna Tribuna Cristã/agazetadoamapa.com.br. Imagem: Divulgação/Internet.

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